 ABO NA COMUNIDADE | É um projeto de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal de crianças, adolescentes e jovens de instituições filantrópicas do Distrito Federal. O projeto encontra-se em execução desde o ano de 2002 e tem caráter permanente, ou seja, as instituições cadastradas permanecem no projeto pel otempo que desejar, desde que mostrem interesse pela participação.
O Projeto “ABO na Comunidade” inicia uma nova etapa com o retorno das atividades da Clínica, em espaço próprio. Uma luta antiga e que traz uma série de benefícios à comunidade, além de ampliar as perspectivas de atendimento. Nesta nova fase, a Dra. Edi Sinedino de Oliveira Sousa, especialista em Saúde Coletiva, assume a coordenação das atividades clínicas, como voluntária. | | | ABO-DF E CÂNCER DE BOCA A incidência de câncer de boca no Brasil, para 2008, relativa ao número de casos novos por região, está estabelecida em 750 para a região Centro-Oeste, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). No Distrito Federal, a representação espacial das taxas brutas de incidência por 100 mil homens e mulheres estimadas para este ano é, respectivamente, de 9,07 e 2,76. O Programa “Boca Saudável” idealizado pela ABO-DF e coordenado pelo Prof. Nelson Bagnato recebe, em média, cinco pacientes às segundas-feiras a partir das 18h, na própria Instituição. Com o Programa em andamento os pacientes são informados sobre fatores de risco, orientados sobre hábitos saudáveis e estimulados a promover o auto-exame da boca. “É efetivo o papel social da ABO-DF com relação à prevenção do câncer de boca”, afi rma Bagnato. Várias lesões foram diagnosticadas nesse período. Os casos benignos são a maioria. Quando a Instituição se depara com as situações graves, os casos são encaminhados ao serviço público de saúde para tratamento especializado. | | | | PROJETO ESPORTE & SAÚDE | Socos e pontapés são com ele mesmo. Ainda mais quando o alvo é o bem coletivo. Alessandro Carvalho Freire, formado em Educação Física, gosta de trabalhar com a comunidade. Os projetos sociais que estão sob a sua coordenação têm a marca do empenho e da dedicação. “Não ganho nada em dinheiro por isso, mas em compensação tenho o prazer de saber que estou multiplicando esperanças e perspectivas”, afirma. As crianças atendidas pelo projeto patrocinado pela Associação Brasileira de Odontologia do Distrito Federal (ABO-DF) têm em comum as difi culdades de falta de recursos econômicos para participar de uma atividade esportiva. “Os avanços são enormes. Hoje, muitas delas já estão competindo”, revela o professor Alessandro. As aulas são de judô e jiu-jitsu acontecem em espaços comunitários do Entorno de Brasília, como Planaltina e Sobradinho. Praticar esses esportes não sai nada barato para quem quer aprender. Um quimono mais barato custa em média 50 reais. O patrocínio da ABO-DF é dar condições de o aluno freqüentar e fazer planos. “Antes estava atendendo 80 crianças, agora,com ajuda da ABO atende 150”. São pelo menos dez anos dedicados a esta atividade. “Alguns alunos que peguei pequenos, hoje, fazem universidade na UnB no Campus de Planaltina, meus alunos participam dos desfi les de Sete de Setembro, tudo isso é motivo de orgulho”, conclui.
“O Projeto Esporte & Saúde, que conta com o apoio de várias empresas, tem o objetivo de além do incentivo à prática esportiva e à manutenção da saúde bucal, resgatar a cidadania e oferecer uma melhor qualidade de vida”, afirma Dr. Wesley Borba, idealizador do projeto. | | APRENDENDO SORRINDO - ALFABETIZAÇÃO COM GOSTO DE SAÚDE BUCAL | A cumplicidade e a disposição contagiam assim que chegamos ao local. Há sempre uma história nova para contar e uma mensagem de esperança para cultivar. A professora Irene Brayner Costa trabalha como voluntária há mais de 10 anos. Na Associação Brasileira de Odontologia do Distrito Federal (ABO-DF), o curso de “Alfabetização para Adultos” começou há pouco mais de dois meses. “Antes estava dando aulas no Centro Espírita do Sudoeste, mas queria vir para a Asa Sul, pois era complicado o trânsito, agora, consegui conciliar a minha missão com a facilidade de estar próximo ao local”. O método utilizado pela professora Irene é o Paulo Freire, com isso a realidade dos alunos sempre é o tema principal de debate e discussões. Na sala de aula é sempre um momento de resgate da auto-estima e de aprendizado com o dia-a-dia. É o caso da baiana Angela, 40 anos, há 20 em Brasília, “eu não sabia nem assinar meu nome, era um verdadeiro vexame”. A responsabilidade de Irene vai além dos encontros na ABO-DF. A especialização dela é em deficientes físicos. “Para conseguir dar as aulas recebo apoio pedagógico do Centro de Voluntariado do DF, do qual faz parte, a Fundação do Banco do Brasil - BB Educar e fiz o curso de Formação de Alfabetizadora”. A proposta dos voluntários é criar núcleos, só que no meu caso fiquei como curinga para colaborar com os outros núcleos já existentes, assim surgiu essa oportunidade. Isso é uma união de esforços: ABO-DF, Caravana da Fraternidade e Centro de Voluntariado do DF em convênio com a Fundação Banco do Brasil” - BB Educar, explica. “Para fazer isso é preciso abdicar dos valores econômicos”. Os 10 alunos recebem aula de leitura, escrita e interpretação, e Atendimento Odontológico. Daniel há três anos trabalha como zelador da ABO-DF, mesmo com uma carga de trabalho pesada não poupa esforços para acompanhar as aulas da Irene, “como não tive oportunidades anteriores, agora, para mim é imperdível”. O mesmo pensa Elaine, 24 anos, “Fiquei sabendo por meio do pessoal da Rodoviária, ofereceram-me e eu agarrei a vaga”, conclui. SAÚDE BUCAL Para complementar as aulas, a ABO-DF não só oferecerá a sala de aula para as aulas de alfabetização, como acrescentou conhecimento e informações sobre prevenção. “A saúde bucal ajudará no resgate da autoestima, além de o trabalho ganhar aspectos que contemplam a proposta do programa ABO na Comunidade”, afi rma Dr. Josemar Bezerra, coordenador do programa. Com isso, os alunos poderão levar para casa, além da leitura, os principais cuidados para garantir o sorriso na boca. |
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